Powered By Blogger

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Uma palinha do meu tão sonhado livro, isso não é nem o começo!

Corpos fumegantes - Além da atração





A caminho do colégio com uma calça escura, camisa xadrez, tênis sujos e desamarrados, cabelo bagunçado, mochila pendurada por apenas uma alça, fones de ouvindo sempre ouvindo um som pesado, mas de ótimo gosto, ela era completamente fora do comum e era assim que Cadie começava seus dias.

Adolescente que vivia com os pais em um bairro de classe média alta em uma cidade do interior, Cadie era uma garota aparentemente solitária, misteriosa e muito problemática. Era calada e não tinha direções exatas, vivia da forma que sentia vontade, fazia o que queria sem pensar nas conseqüências, mas apesar de tudo isso era a menina mais linda que Janne havia visto.

Janne era uma outra adolescente que vivia ali, no mesmo bairro de Cadie, estudavam no mesmo colégio, tinha lá seus mistérios e seus problemas, morava sozinha e pensava mais em seu futuro, tinha planos, objetivos e consciência do que fazia e do que queria.

Aparentemente a diferença entre as duas era gritante. Janne não usava as roupas que Cadie sempre usava, ela era mais delicada, tinha toques mais femininos e gostava de coisas coloridas porém, sofisticadas. Era dona de um charme indiscutível, o que fazia dela a menina mais linda e desejável do colégio.

Cadie pouco sabia de Janne, tão pouco seu nome. Não estudava e raramente estava acordada durante as aulas, as duas estudavam na mesma sala e nunca haviam trocado muitas palavras, se Cadie estava na sala, estava dormindo se não estava na sala, estava nos bares com seus amigos e assim era a forma que ela levava sua vida.

Quando chegava em casa se trancava em seu quarto, novamente colocava seus fones, deitava em sua cama e por ali ficava ouvindo suas músicas, sem fazer absolutamente mais nada, raramente saia de lá, não gostava do clima que era sua família, sua irmã era mais velha porém, nem colegial havia terminado. A vida dela era ficar trancada em seu quarto também, mas sempre com homens diferentes. Seus pais passavam noite e dia bebendo, fumando e discutindo seus problemas, desgraçando as filhas e arruinando cada dia mais a vida de Cadie. Seus pais haviam herdado muito dinheiro de seus avós, por isso não trabalhavam e viviam apenas da herança.

Cadie não tinha ex namorados, não sabia o que era paixão, amor, carinho, tinha 17 anos e só havia beijado dois garotos aos 15 anos. Passou assim dias e dias sem notar que Janne a admirava todos os dias, quando passava na rua, quando entrava na sala de aula, na saída do colégio e principalmente, não imaginava que quando não estava na sala, para Janne, a aula já não tinha tanta graça.

Cadie começou a não frequentar mais o colégio, todos os dias saia de casa e ia beber nos bares com seus amigos, passava o dia na rua, quando não eram noites e noites sem se quer entrar em casa.

Nos primeiros dias, Janne ficou aflita com a ausência de Cadie, mas ficou quieta, preferiu não fazer nada. Passaram mais alguns dias, semanas e ai sim Janne não suportou e foi procurar por Cadie.

Todos os dias ficava em frente ao portão de sua casa olhando pela janela procurando aquelas camisas largadas, aquele cabelo bagunçado e aquela irresponsabilidade em carne e osso. Demorou mas o dia chegou. Quando já estava desistindo, o portão da casa de Cadie se abriu e a menina apareceu com os cabelos piores do que o normal, com a mesma roupa, com uma cara de quem não dormia a dias, ao ver Janne, passou a mão nos olhos, tirou seus fones, e disse:

- Bom dia. Posso ajudar?

As pernas de Janne tremiam, ela não conseguia parar de olhar para Cadie, suas mãos suavam e parecia que ela não conseguiria falar, até que muito nervosa disse:

- Bom dia. Me chamo Janne e você?

- Me chamo Cadie e estou atrasada.

Virou as costas para Janne, andou um pouco virou e gritou para a menina:

- Bom te ver... Janne...

E seguiu seu rumo rindo sozinha da situação e sem entender nada.

Janne correu para alcançá-la e quando alcançou pediu se podia acompanhá-la. Cadie tinha seus problemas, mas nesse momento ela não soube como não ser gentil com a menina, concordou com a companhia e levou-a para o bar com ela.

Sentaram-se em uma mesa e ali conversaram durante horas e horas. Cadie contou porque não freqüentava o colégio, falou de alguns gostos e poucos medos que sentia e ouviu a menina na mesma proporção.

As horas passaram e chegou o momento de voltar para casa. Despediram-se e assim foi.

Ao chegar em, casa Cadie já estava se sentindo diferente, pensava na menina incansavelmente, lembrava de seu perfume, do seu sorriso, estava encantada com tanto charme e delicadeza, e ficava lá viajando nas lembranças de Janne.

Acordou no outro dia e saiu correndo para o bar, sentou-se e ficou esperando Janne passar, mas ela não passou. Inconformada, foi procurar a menina. Chegou em sua casa bateu palmas e Janne apareceu na janela com um sorriso estampado no rosto convidou-a para entrar.

Sentaram-se no sofá e começaram a conversar:

Cadie: Então Janne, onde estão seus pais? E o que aconteceu que você não esta no colégio?

Janne: Moro sozinha. Meus pais foram embora, nós brigávamos muito eu não tinha liberdade pra fazer minhas escolhas e era muito difícil o convívio com quem não me aceitava, essa casa era de minha avó e então acabou ficando pra mim. Eu tinha economias e um bom emprego, agora larguei o emprego e estou levando como posso. E hoje não fui ao colégio, porque é sábado.

Um momento de muitas gargalhadas Cadie ficou constrangida e continuo:

Cadie: Bem, esta certo (risos) é isso que acontece com quem não frequenta o colégio. Eu já não tenho mais noção de tempo, hora, espaço.

E parece que temos coisas em comum, problemas de família são sinistros.

Janne vem trazendo uma cerveja, entrega para Cadie, senta-se do lado dela e continua:

Janne: Vamos falar de coisas legais, que possam nos animar e descontrair. Já notei que você gosta de música, vou ligar o som.

Cadie não agüentava mais a curiosidade e pergunta porque a menina havia a procurado. Janne ficou constrangida, não sabia o que responder e nem tinha saída, qualquer mentira seria facilmente notada e ela resolve abrir o jogo:

- Janne: Adoro seu jeito, fico trêmula quando te vejo, minhas mãos ficam suando quando estou perto de ti, me arrepio toda quando ouço sua voz, penso em você antes de dormir, sonho com você e em momento algum tento não pensar e mesmo se tentasse, tenho certeza que eu não conseguiria.

Cadie larga sua cerveja sobre um móvel antigo, aproxima-se de Janne, toca seu rosto com as mãos e observa cada detalhe do seu rosto perfeito. Sente que o tempo para, e então deixa suas mãos deslizarem pelos cabelos da menina mais linda que já vira e ao sentir as mãos de Janne tocando seus ombros e lentamente envolvendo seu pescoço, não consegue evitar e fecha os olhos.

Nesse momento o telefone toca, Janne solta Cadie lentamente e vai atender. Cadie sem se despedir, pega sua mochila e volta para casa. No caminho vai pensando sobre o que aconteceu e se arrepende por ter saído da casa de Janne daquela forma.

Janne ao desligar o telefone, ficou sorrindo sozinha pensando na menina. Ela não sabia mais o que estava sentindo, mas sabia que a cada segundo era mais intenso do que nunca.

No dia seguinte, ao acordar Cadie olha pela janela e vê aquela manhã chuvosa. Não foi de seu agrado, a menina não suportava chuva. Sentou-se em um balcão que ficava ao lado da janela de seu quarto, acendeu um cigarro e ficou ali pensando e olhando a chuva cair.

De repente uma surpresa. Nota que no outro lado da rua Janne a observava sorrindo, balançou a cabeça também sorrindo, soltou seu cigarro e desceu as escadas correndo. Atravessou a rua na chuva sem se importar, abraçou Janne e disse:

- Pensei que hoje meu dia seria chato.

Alegres feito crianças, tomam o rumo da casa de Janne e no caminho, Janne conta de um sonho de criança que tinha, de andar na chuva, cantando, de mãos dadas, girando nos postes como naqueles velhos filmes..

Cadie se encanta a cada segundo mais e mais pela menina, depois de ouvir isso, segura na mão de Janne, começa a cantarolar uma música de uma das bandas mais calmas que ouvia, Janne a acompanha, aperta sua mão e larga seu guarda chuva, as duas seguem cantando no meio da rua, quando Cadie vê um poste, corre até ele, começa girar e Janne para e fica olhando para Cadie, encantada não contém sua vontade, corre até ela a abraça e nesse instante, novamente aquele silêncio...

Cadie passou a mão no rosto, tirando os cabelos que estavam sobre seus olhos, abraçou Janne também e declarou:

- Não sei exatamente o que sinto quando eu estou com você, mas eu sei que quando não estou eu não vejo a hora de estar novamente pra sentir isso tudo. Minhas mãos ficam suando, minha boca fica trêmula, meus pés parecem sair do chão, e eu me sinto como nunca pensei sentir.

Sem pensar duas vezes Janne beija a menina. Aquele beijo na chuva, foi a coisa mais perfeita que Janne e Cadie já haviam feito.

Cadie parou de beijá-la , a pegou pela mão e começou puxá-la pra que fossem para casa, Janne a acompanhou e não via a hora de chegar.

Chegando Janne diz que precisava tomar um banho quente, e pediu se Cadie gostaria que ela preparasse um banho para ela também, Cadie não a deixou terminar de falar e voltou a beijá-la. Na empolgação do primeiro beijo, molhadas, completamente fora dos sintomas normais, começaram lentamente tirar a roupa, deitaram-se no sofá e nem perceberam que o tempo estava passando.

Escureceu e Janne convidou Cadie para dormir por ali mesmo. E ela aceitou.

Durante toda a noite Cadie não pregou os olhos, abraçava Janne com muita força e muito carinho, ficava a admirando dormir, beijava seu rosto, acariciava seu corpo, e sentia-se a pessoa mais feliz do mundo inteiro.

Pela manhã, Cadie acordou cedinho para preparar o café. Foi até a cozinha e lembrou que não sabia fazer nada além de esquentar a água. Ficou triste pois queria fazer algo legal e diferente para Janne, afinal ela estava sendo a coisa mais legal e diferente em sua vida.

Enquanto pensava no que poderia fazer, Janne acorda, ainda com roupas de dormir, encostada na porta da cozinha, fica olhando para Cadie, não se contém e acaba perguntando:

- Posso ajudá-la Cadie?

Assim como ouvira de Cadie na primeira conversa.

Cadie sorriu, virou-se e puxando seu próprio cabelo como de costume, disse:

- Bom dia Janne. Preciso saber como faço um bom café!? (Risos)

Janne continuou sorrindo e caminhou em direção a pia, pegou a cafeteira, xícaras, virou para Cadie e respondeu:

- Bom dia Cadie... Café é como uma boa noite de amor, precisa ser quente, nem tão amargo, mas também não tão doce, as vezes com algum detalhe, as vezes apenas o café, depende do dia, do momento e das pessoas. – E seguiu preparando o café.

Cadie estava a cada segundo mais impressionada com a menina, respeitou o momento de silêncio mas o rompeu quando puxou Janne pelo braço derrubou as xícaras e sem se importar com a bagunça começou beijá-la mais um vez. Janne não podia se conter quando o assunto era Cadie, ela a encantava, a fazia delirar e ela já não pensava mais nas conseqüências que esse envolvimento poderia trazer futuramente.

Mais uma vez elas se beijaram durante muito tempo, esqueceram que estavam preparando o café, foram deitar-se novamente e ao se deitarem Janne conta para a menina que a tempos a observava em todos os lugares e não imaginava que tudo isso pudesse acontecer da forma que estava acontecendo. Cadie fica olhando para o teto esperando que a menina terminasse de falar pois também tinha coisas a dizer.

Depois de Janne terminou, Cadie se virou na cama, olhou para Jannie e disse que ela jamais havia imaginado sentir algo assim, muito menos por uma menina, afirmou que para ela a vida era sem graça e ela não acreditava em sentimentos como os que tomavam conta dela no momento.

As duas seguiram o dia conversando, contando milhares e milhares de segredos e a sintonia estava perceptivelmente perfeita.

Quando estava escurecendo Cadie levantou-se, despediu-se, desejou a Janne uma boa noite e foi saindo, com o coração na mão e com a vontade guardada lá dentro da casa.

Janne fica observando ela pela janela e fica triste por pensar que talvez no outro dia não a encontraria. Cadie vai seguindo seu caminho e quando chega em casa, a saudade era tanta, a vontade de ficar olhando aquele rosto perfeito e delicado era tão grande que Cadie não suportou, pegou algumas roupas e saiu correndo de casa para encontrá-la novamente.

Chegando lá, as luzes estavam todas apagadas e estava pensando em não incomodar, desistiu, e estava voltando para casa, quando escuta risos e a voz de Janne dizendo:

- Eu sabia que você iria voltar.

A menina para de imediato no meio da rua, sorrindo, baixa a cabeça e ainda de costas grita:

- Se não quiser, posso voltar..
Quando sente aquele perfume a envolvendo aos poucos e a voz tão doce dizendo:

- Já devia ter entrado.

De mãos dadas vão entrando, sorrindo, mas sem trocar mais palavras.

Ao entrar Cadie nota que Janne ouvia músicas clássicas, essas rodavam em uma vitrola muito antiga, mais uma vez se surpreende com a menina que havia a encantado tanto e sem falar absolutamente nada se senta vagarosamente no sofá olhando para Janne e sem mais dizeres permite a sua menina perceba seu desejo.

Sem pensar duas vezes, Janne senta-se no colo de Cadie, e ai mais uma vez toda aquela magia dos encontros se faz presente. Imaginar tudo isso é maravilhoso, como podemos imaginar o tamanho da felicidade que com certeza habitava em ambas?

Difícil tentar explicar o que estava acontecendo... Amor, afeto, apenas atração, paixão. Se for difícil cada sentimento por si só, faremos uma junção deles. O amor que estava ausente no resto do mundo individual de cada uma, fazia-se presente quando se uniam. Afeto era algo que não faltava em nenhum segundo se quer, todos os segundos notava-se um carinho, mãos acariciando-se, então ausente não era. Atração notava-se a quilômetros, elas não podiam mais se quer trocar olhares que seus corpos fumegavam, e ao beijar-se a paixão cantava seus hinos. Fazendo com que o tempo fosse ignorado e que o mundo todo parasse só para elas.

Olhos.

E no horizonte observa-se...
Como se fosse uma vela sob um vendaval
A todo o instante um aspecto, De que se esta no fim… E ao mesmo tempo, que esta se fortalecendo. É engraçado, porque nossos olhos nos mostram uma coisa e a realidade é outra, totalmente oposta. Quem sabe aquilo não era uma vela, quem sabe...
As coisas podem não ter sentidos sob nossos olhos... Mas elas com certeza terão um sentido para nossa alma.

Siga!

Já ouviu aquele verso, maravilhosamente dito por Renato Russo que afirma: "...a vida continua e se entregar é uma bobagem.." ?

Pois bem, dizendo tanta coisa em apenas uma frase. Tanta gente fala muito, acha estar dizendo tudo mas, no fundo se tivessem calado, teriam dito muito mais. Acho engraçado o ser humano, a pessoa, ao ver que alguém esta sorrindo, ridiculariza o sorriso alheio dizendo ser pura falsidade, dizendo não suportar isso...Será falsidade ou a enorme dificuldade de ver que existem pessoas felizes? Sabe, tem aquele outro tipo de gente, que mergulha em palavras de baixo calão e acha estar sendo fantásticamente superior. Essa é a hora que eu dou risada. Sim, quanto mais ofensas direcionam a mim, mais acho comico o fato de perderem tempo com isso, afinal é muito amor? Quer muito algo meu? Tem medo que eu tire algo seu? Seria muito comico, se todos entendessem que isso já não leva a mais nada. Raiva? Eu já senti. Sou humana, já senti raiva, ódio, solidão, medo, vergonha. Hoje, eu sinto imensidão na solidão, sinto raiva de não ter sido mais paciente, ódio de quem já me fez ser reciproca a isso, medo de não ter medo, vergonha de tentar fingir e não conseguir. Em frente, a vida é muito mais que um mero passado. Ah, claro...a indispensável pergunta né?! Se eu já me apaixonei? Com certeze, hoje, não corro muito atrás disso. Afinal, paixão é bom ou ruim? Tenho dúvidas sim, porque todas as vezes ao invés de sorrir, chorei.



Boa sorte a quem acha ser um décimo melhor que eu. Sonhar não paga imposto, não custa nada. Certo?

Hoje eu aprendi. E você? Vai aprender?

Você já pensou na magia é sentir os pés descalços na terra, na grama, na pedra? Já pensou na magia maravilhosa que é poder ver o sol nascer?

Aposto que poucas pessoas pensam ou notam isso ! É complicado, dificilmente um coração esta cheio de boas intenções, de magia, de alegria. Da pra se contar nos dedos as pessoas acordam sorrindo, vão até o quintal e acreditam em um belo dia. Da pra se contar nos dedos as pessoas que admiram a chuva, uma flor, a lua, as estrelas...Que ouvem atenciosamente a melodia dos pássaros, que dizem 'Bom dia' a quem encontram no caminho para o trabalho ou para seus compromissos diários. Eu penso que nascemos sem saber o que é bom ou ruim, e a vida nos coloca em prova pra aprendermos isso, alguns aprendem bem, escolhem bem e vivem muito bem..Outros, não tem a mesma felicidade, são amargos, rancorosos e de coração fechado. Então saia de si por um dia..É.. Mude, faça tudo que você tem vontade, fique de bem com você mesmo e ai depois, volte a pensar que a vida é uma droga e me responda, o que valeu mais a pena? Ser feliz de verdade, se permitir, tomar uma dose de vida ou continuar reclamando e chorando pelos cantos desgraçando todo e qualquer acontecimento que tenha se passado?



Se a vida é curta e o que é bom dura pouco, aproveite...o curto e o pouco, logo se vão, e tudo que vai, deixa uma imensa saudade e se deixou saudade é porque valia a pena então, porque não aproveitou até o último segundo? Não da mais tempo pra se lamentar, nem há vias pra voltar atrás....

Anjos sem Asas!

Deu atenção no título?

Não? Então leia outra vez pois é assim que chamo meus amigos, meus anjos sem asas. A muito descobri que existiam pessoas que estavam aqui para nos ajudar. Sim. Para dar a mão quando sentimos medo, o ombro quando queremos chorar, o abraço para nos dar força, o beijo no rosto para mostrar que há muito carinho, aquele olhar de longe que levemente penetra dentro de nós dizendo em silêncio: 'Estou te entendendo' e sempre acabamos sorrindo, por sentirmos que nada é mais puro do que aquele olhar tentando tirar de nós, não apenas um sorriso tímido e sim gargalhadas! Amigos...ah, meus amigos..Quantas vezes já ligamos de madrugada chorando, sem saber pra onde correr e quando ele(a) diz 'oi, tudo bem?' parece que a tempestade já esta passando e ai o choro vai parando, o coração não bate tão acelerado e as mãos trêmulas, voltam a ter firmeza. É incrível, é fantástico é simplesmente indescritível o que o amor de amigo pode fazer nas horas mais difíceis. E aquele teu amigo que te aturou depois de você ter bebido todas e passou a noite inteira falando a mesma coisa..Ele podia ter te colocado pra dormir e ter continuado a festa, mas não ... ele foi teu amigo e as mil vezes que você disse "Eu gosto dele(a)" ele disse: "Eu sei.." não por ele não saber o que falar e sim, por saber que ele não tinha mais que falar, não naquela hora, ele sabia perfeitamente que era só o momento de embriagues..Eu diria que a ausência, de todos os amores de uma vida, pode ser facilmente substituida por um único BOM E VELHO AMIGO. Afinal, as lágrimas que teus amores te fizeram derramar, foi esse amigo que passou a mão e jogou todas elas pra longe de você.
Bem pensado quando gostamos somos super egoístas..na verdade nosso ego é egoísta..mas somos seres humanos e esse é o nosso instinto.
Assim como nossos ancestrais defendiam o que tinha de unhas e dentes, pela sobrevivência a diferença que era pelo amor próprio, pela vida..hoje em dia POSSUIMOS as pessoas, por isso agimos assim, como bichos muitas vezes, furiosos, inconsequentes..mas no fundo, tudo que fazemos é pensando de fato..no nosso amor próprio, porque se alguém o ferir, machuca e essa dor não cura mais. Medo de perder? Talvez. O medo maior é de não saber como encarar a dor..

Diferença indiferente.

Canto rock e não sou nada popular, gosto de tempo nublado, madrugada e solidão. Fotos em preto e branco são mais atraentes, não suporto certas modinhas, gosto de quem é sincero, quem ama demais, na minha opinião, não ama ninguém..E assim eu continuo. Sou exemplar, pelo menos pra mim. Tenho teorias e sinceramente, posso ouvir diversos conselhos, mas fico com os meus. Alma gêmea, metade, amor pra vida inteira, se traduzem em apenas uma palavra: Utopia. É simples demais falar e jurar, o difícil e saber que você quer acreditar em algo que não existe, fala, poque acredita que a palavra tem poder, mas no fundo entende que o poder da palavra não torna o impossível em improvável, quanto menos possível. Interessante. Me questione.