terça-feira, 29 de junho de 2010
Do fundo do Baú!
Devíamos odiar um pouco mais, e amar um pouco menos!
Coloco assim, pois um exemplo de puro ódio e inteligência fresca, dominou milhares de pessoas, obrigou-as a fazerem as coisas para protegerem o que de fato nem se quer as pertenciam, hipnotizou-as em tantos momentos com palavras rudes, e ditou, ditou regras, táticas e estratégias que apesar dos pesares o fez um grande Homem, e mesmo contra tantas pessoas eu digo sim, que Adolf Hitler é um ícone na história mundial. E se esse ícone era conhecido como o ódio em carne osso, queria eu possuir 10% desse ódio pra poder dominar as coisas que desejo e possuir tudo que me satisfaz.
No ódio existem verdades. No amor, muita ilusão.
No ódio a verdade não dói. No amor, a mentira conforta.
Será o ódio tão ruim? Ou será que nos cegamos com tanta ilusão e isso nos torna vulneráveis o suficiente pra dizer que o amor é tudo que precisamos?
Fico a pensar...
Se puder, se quiser, acompanhe!
Escrito em: 08/08/08
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Meu amor sinta, a brisa, o vento, a chuva como você nunca sentiu antes, olhe pra mim e entenda, isso tudo parece um sonho pra mim, mas se for um sonho juro que não quero nunca mais acordar.
Meu amor olhe pra mim, retribua, pois eu só sei olhar pra você.
sábado, 26 de junho de 2010
Indiscutívelmente, amor
Fred e Cecília
Começando um novo dia, Fred vai até a estação de trem, senta no seu banco favorito, e espera por Cecília, como de costume. Ele esta lendo uma velha história que falava sobre guerra, sobre homens do bem e homens do mal, ele era extremamente fissurado por histórias como aquela, com finais surpreendentes!
Cecília, não era muito a favor de Fred ler aquele tipo de histórias, mas não reclama, apenas se sentava ao lado do menino e ficava olhando as pessoas que passavam por ali.
Era sete horas da manhã, inverno, e Cecília não havia chegado ainda, Fred estranhou, pois a menina sempre estava ali a essa hora, mas pensou que ela podia ter acordado mais tarde do que de costume e não se preocupou. Oito horas da manhã e Cecília, ainda não havia aparecido por ali. Então Fred resolveu procurá-la.
Chegando perto da casa de Cecília, notou no ar muita poeira, os portões da casa da menina estavam completamente abertos, as janelas estavam todas quebradas e a casa estava completamente bagunçada.
O menino se assustou, não sabia o que fazer. Acabou entrando
Sua mãe lhe pergunta mil coisas, e o menino só consegue chorar, a mãe acha estranho e o acompanha até a casa de Cecília, mas quando já estavam lá um vizinho grita:
“ Uns homens entraram e levaram Cecília e sua família, eram estranhos e não diziam absolutamente nada, saíram não tem muito tempo, mas não pareciam ser nada simpáticos.”
A mãe abraçou o menino e o levou pra casa. Noites e noites ele não dormia, nem se quer lia o seus livros, e só sabia pensar
Fora os piores dias na vida do menino.
O tempo foi passando e Fred foi aceitando de uma certa forma tudo que estava acontecendo. E assim guardou tudo que o lembrava da menina.
Nos seus sonhos ele sempre lembrava, de quando Cecília dizia que seria uma médica e que ajudaria todas as pessoas necessitadas, ele lembrava dos planos que fizeram juntos, e das promessas que ele fez a sua melhor amiga. Uma delas, era de que jamais esqueceria Cecília, e sempre que possível compraria rosas para desejar felicidade, saúde e sucesso, e que quando não pudesse ele estaria olhando pra estrela mais brilhante do céu e desejando estar ao lado dela.
Toda vez que Fred abraçava a, a menina ficava toda vermelha, e ele costumava dizer “Ceci, suas bochechas estão vermelhas como um morango, mas permanecem bela como as estrelas”.
Eles eram assim, exatamente assim, unha e carne, jamais abrira mão um do outro, Fred sempre com suas roupas escuras, sapatos marrom, meias pretas, calças com suspensórios, camisa xadrez e um chapeuzinho como se vêem naqueles velhos filmes franceses, e Ceci sempre uma daminha perfeita, vestidos rodados, geralmente brancos, uma flor no cabelo, e um penteado intacto.
O tempo passou Fred já estava entrando na Universidade e continuava sem notícias de sua amiga. Mas um certo dia surpreendeu-se com algo que havia escutado. Ouviu dizer que uma moça muito bela, exatamente no perfil de Ceci estava se casando com um médico. Fred ficou espantado e precisava saber se enfim iria rever a moça.
Correu atrás, foi as rádios, bancas de jornais, procurou pela cidade toda e continuava sem saber, e por fim descobriu, uma coincidência e nada mais.
Mas ele ainda não havia desistido, estava crente de que ela iria voltar e eles iriam poder conversar muito e realizar os sonhos, iriam poder concretizar seus planos, pensamentos e tudo mais.
Quando estava no seu segundo ano na universidade teve a oportunidade de sair mundo a fora, conhecer países novos, pessoas novas, lugares fascinantes, e não abriu mão disso. E ai a prova de que o mundo é pequeno e que destino existe.
Fred estava estudando Medicina o sonho de Cecília. Chegando em Portugal ele lembrou de uma passagem lá, na estação quando Ceci disse: “Sabe Fred assim que eu puder vou embora, quero morar em Portugal”. Ele sorriu sozinho.
Quando estava chegando perto de um prédio maravilhoso, cheio de luxos notou uma moça sentada em um banco, com um livro em mãos, era um livro que ele já havia lido , era a história de um soldado que deixou sua amada pra salvar o seu país e deixou uma carta pra ela, onde em um certo momento dizia: “Tu sempre serás meu fortalecimento, e por ti , se necessário irei mil vezes ao inferno. Mas por ter uma pureza inigualável sei que ao teu lado só terei o paraíso da eternidade.” Ele murmurou baixinho enquanto se aproximava, e lembrou que Ceci sempre o pediu pra dizer isso.
Quando disse bom dia a moça, uma surpresa o deixou quase que imóvel, suas mãos tremiam, de seus olhos corriam lágrimas de alegria, sua voz mal saia mas ele ainda conseguia dizer: “CECI É VOCÊ”. A moça não tinha o notado até então, e Fred citou a frase do livro, ela não conteve suas lágrimas levantou rapidamente o abraçou com muita força e disse: “Eu sabia que teríamos o nosso reencontro”.
Saíram para caminhar e conversar, Fred perguntou sobre o acontecido e Cecília não falava nada sobre aquilo, apenas demonstrava receio e procurava mudar de assunto, ele contou que estava cursando Medicina e a moça estava tão feliz como se a conquista tivesse sido dela, a cumplicidade dos dois era maravilhosa, o respeito, o carinho, tudo era tão perfeito que parecei que nenhum deles notava, que eles tinham sido feitos um pro outro e que nada nem ninguém iria mudar isso.
Cecília o convidou pra morar em Portugal, Fred aceitou, eles passaram mais um longo tempo conversando, era tão inocente que as vezes era de se duvidar da amizade.
Até que em um belo dia, enquanto Fred consertava coisas para a mãe de Cecília a moça tropeçou e sem querer tocou os lábios do rapaz. Fred, estremeceu da cabeça aos pés, e por um instante sentiu que absolutamente tudo havia sumido e o tempo estava parado, ele olhava pra ela como nunca havia olhado, e sentia o que nunca havia sentido.
Continua-se da forma mais pura, com o amor mais implacável o mais simples conto de fadas que pode ser escrito até então...
