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domingo, 22 de janeiro de 2012

E eu realmente aprendi a ser feliz olhando para frente, olhando para o céu, eu realmente criei imunidade sobre as coisas que poderiam me destruir, me machucar, me rebaixar. É incrível, mas eu aprendi a fechar os olhos e não elevar meu pensamento, aprendi a deixá-lo ali comigo, aprendi a cuidar dele, aprendi a levá-lo para as boas pessoas, bons amigos, boas lembranças. Aprendi que eu sei viver melhor do que a grande maioria e sabe o que me ensinou? Os problemas que já tive, as lágrimas que derramei, os dias que tive vontade de sumir, as pessoas que pouco sabem e muito falam, os gestos absurdos que partiram de pessoas vistas como "boas pessoas", mas que na realidade não podem se quer serem relevadas como tais.
É difícil explicar, mas tudo que me fez cair, chorar e tremer de medo, é o que me fez crescer, melhorar, viver, sorrir.
A vida é assim mesmo. Eu sou feliz da forma que eu quiser e não há nada que me tire esse privilégio.
Sei bem, sou bem, estou bem e sempre estarei.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Estava aqui pensando, às vezes é bom ser um mistério, porém, muitas vezes é necessário deixar certos gostos, manias, trejeitos, defeitos a vista, para que todos entendam certas atitudes...
Então, complicada eu sei que sou, demais..
É engraçado, ao dormir, deito virada para a esquerda, viro para a direita e cruzo os braços, depois se continua difícil pegar no sono, coloco a cabeça embaixo do travesseiro, abraço a coberta, e depois de rolar muito, acabo com os braços cruzados. Ao acordar, não fale comigo, me deixe acordar, me deixe caminhar, jogar uma água no rosto, olhar o céu, me deixe sentir o vento, preciso me situar, preciso saber como esta o meu humor, se eu estou alegre, espere um abraço, um beijo, um sorriso, uma careta, mas espere , não tente arrancar isso de mim, caso eu esteja de mau humor, eu voltarei pra cama até que ele saiba que deve ficar guardadinho. Gosto de tempo nublado, de chão molhado, de tempo bem frio, gosto de números ímpares, mas o número que mais me prende e faz com que algo em mim, faça diferença é o tal do número 8. Todas as vezes que saio de casa, conto quantas quadras eu ando, tenho pavor de cadarços desarrumados, detesto tênis amarrado, não consigo andar sem antes olhar como esta a minha roupa, se há algo de errado, odeio quando meu cabelo fica torto, quando vejo algo que me agrada, costumo passar a mão na nuca, cruzar as pernas e morder os lábios. Amo cheiro de combustível, gosto do cheiro de poeira quando cai apenas uma garoa, cheiro todos os fósforos de risco, e não suporto não sentir o meu perfume. Uso creme para mãos, pés, corpo e rosto, sim, todos diferentes, perfumes amadeirados, para mim, são os melhores. Tenho um certo problema em não andar com a cabeça levemente abaixada, gosto de olhar em volta, gosto de estar sempre assim, vendo tudo. Analiso todos os detalhes que acho importante, se me perguntar, talvez eu diga que não notei ou se quer olhei, ponto pra mim, eu estarei te enganando, observo tudo com muito cuidado. Não gosto de dormir em quartos muito escuros e nem abertos, tem que haver uma luz (rsrs) se dormir acompanhada, confesso, não me largue, não gosto de me sentir numa cama vazia sabendo que ela pode ser muito bem preenchida por dois corpos. Olho as estrelas, converso com a lua, falo sozinha, me critico o tempo todo, tenho um é torto kk, quando não gosto de algo, não espere que eu seja relevante, talvez tenha uma certa classe pra te responder, mas não vou economizar certas palavras pra não te ver com a cara no chão. Se eu penso, eu falo, se eu falo, nem sempre sou agradável. Tenho paciência, mas não tolero tudo. Muitas vezes preciso explodir, e às vezes vou explodir em quem não merece essa granada, mas fazer o que, não gosto de segurar, compartilho quase tudo. Tenho segredos que juro que ninguém sabe, mas no fundo, bem no fundinho acabo sempre deixando rastros. Sou do tipo, me ouça, estou certa, mas não faça tudo que estou fazendo porque você não vai conseguir desenrolar da mesma forma. Quando necessito, sou bem mais que convincente, quando não me importo mais, simplesmente digo: ta beleza então. Nem tudo que eu começo, termino mas o pouco que faço, garanto, é bem feito. Enjoo das cores, das músicas e até das pessoas. Olho no relógio com muita frequência, e se não olhar, me falta alguma coisa, ouvir meus amigos falarem a hora, não é a mesma coisa que eu ver no meu relógio, tenho um relógio no canto da minha tela (aqui no computador) mas ainda me dou o luxo de olhar para o de pulso. Não gosto de coisas sempre iguais, não gosto de ter um padrão, não gosto de seguir regras, mudança...é disso que eu gosto. Se eu estiver conversando com você e do nada eu apenas sorrir e me calar, não se assuste, a preguiça chegou, fico assim, sem vontade pra falar, olho para os lados quando não quero mais ouvir, para baixo quando estou triste, para cima quando eu achar que você esta errado ou mentindo. Primeiro eu como, como muito, a hora que eu beber, é porque minha refeição esta acabando, não levanto da mesa enquanto tiver alguém comendo, acho falta de respeito, ao entrar em casas que nunca entrei, busco algo pra me escorar, mero sentimento de segurança. Se demoro no banheiro, não se assuste, resolvi arrumar meu cabelo, passar todos os cremes possíveis, revolucionar haha. Se eu olhar diretamente, ficar muda e simplesmente franzir a testa, pode ter certeza, você fez algo que não gostei. Uso de muitos clichês para me explicar, sou calada quando não estou afim de papo furado e me considero um tanto quanto diferente...
E agora, uma das minhas manias.. Já esta demais, isso ta muito igual , e já cansei de falar..
Miseráveis sejam os corações que ainda estão tomados de ódio diante de um mundo tão amável não acha?
É meu caro, não há guerra, não há miséria, nem ambição, não há drogas, mentiras, incertezas, não há capitalismo, não há desigualdade, nem preconceito, tudo vive perfeitamente diante da diversidade..
É.
Realmente, isso foi pura ironia, mas explica-me então, se todos concordam que isso foi tão irônico, porque não começar por você a entender que o mundo, a vida, o amor não 'é' singular?
Pois bem, tudo que precisa-se é de grandeza, coragem e pluralidade.. Respeito.
Diga, onde vamos parar se não existir amor, se não existir respeito, amor, compreensão, amor? Onde vamos parar se o mundo continuar tendo codinome "Promiscuo" ?

Pessoas, vocês são criaturas diferentes, especiais, perfeitas, diga-me então, porque agir feito animais?

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

serumano

Bom mesmo é gritar quando existe amor, é viver quando existe liberdade, é abraçar quando sente saudade, é beijar quando o desejo toma conta, flertar quando os olhos se cruzam, dançar quando a alegria estiver loucamente presente, cantar quando a música lhe agrada, sorrir e fazer sorrir...bom mesmo..é passar dias e dias sem saber o são lágrimas, desconhecendo a tristeza, milhas e milhas do medo.
Bom mesmo é ter quem amar, ter quem segurar na mão...
Bom mesmo é falar de amor pra quem te ensinou o que é isso..
Caminhar na rua de mãos dadas sem se importar com o que as pessoas vão dizer, caminhar sem rumo olhando o céu, as pessoas, lojas, estradas, imaginar os caminhos, ir para longe, mas ainda sim, sem se quer ter pensado em largar as mãos.
É bom demais, é inexplicável deitar ao lado de quem faz seu coração vibrar, de quem te beija e faz com que seu corpo inteiro fique arrepiado, quem olha no teu olho e fala coisas que você gostaria de escutar, não naquele momento, mas a surpresa o fez belo demais.
Bom mesmo é amar, viver, ser livre..Bom mesmo é ser humano e nada mais.

É difícil olhar para trás e se conformar com tudo que você já perdeu, se conformar com todos seus erros, é difícil e doloroso saber que muitas coisas e pessoas de suma importância ficaram para trás, ser perderam no tempo.
Mas é mais difícil olhar o passado e saber tudo que foi deixado ou pensar no futuro e ficar a imaginar o que poderá ser conquistado?
As dúvidas começam desde já. Não da pra saber o que é pior, se é saber tudo que você já perdeu ou se é olhar e não enxergar nada.
O fato de eu ter perdido muita coisa, hoje me faz uma pessoa um tanto quanto mais cuidadosa, cuidadosa em todos os aspectos, eu cuido pra que não se firam ao conversar comigo, cuido para que não se aproxime de mim aqueles que são cobertos por ganância e iniquidade.
Tomar cuidados com seu próprio ser é o ato mais digno que pode existir.

Valorize-se e será valorizado
Ame-se e será amado
Viva e saberás o que significa magia...
Mas tome cuidado, nem todo encanto é do bem!
Depois de algum tempo, você precisa tirar um momento pra pensar apenas em você, precisa esquecer que existe um mundo lá fora, esquecer que existem pessoas que fazem parte desse mundo, precisa olhar apenas para dentro.
Eu tirei esse momento, eu pensei, eu olhei pra mim.
E eu diria, tenho várias coisas pra mudar, tenho milhares de coisas pra aperfeiçoar, conceitos, prioridades, mas eu sei que não posso mudar tudo de uma vez só, não posso mudar em 24 horas, não tenho tempo pra reorganizar sentimentos e pensamentos em um prazo tão curto.
Vejo então, que eu tenho um coração, e eu ando deixando o pobre coitado sofrer demais, eu venho contando segredos que ele já não consegue tirar de lá de dentro, e faz questão de lembrar todos os dias, consequentemente ele fica assim, todo quebrado, como um cristal lançado ao chão. Preciso tomar conta dele, afinal, ele é vital, quem incluo nele, não.
E hoje me perguntaram de que tipo de mulher eu gosto. rs rs
Meu caro, aqui vai sua resposta!
Eu gosto de MULHER! rsrs
Gosto de mulher que sorri quando te olha, que te abraça pra te dar oi, que te ouve quando precisa, que mexe no cabelo, que reclama que esta acima do peso, que usa roupa apertada pra chamar a atenção e jura que se vestiu apenas pra ela, gosto de mulher que se emociona com poemas, músicas e flores, que sente medo vendo filme de terror, que chora com filmes de romance, gosto de mulher que fica com as bochechas vermelhas quando você diz que a ama, gosto de mulher que grita quando se assusta, que cuida das unhas como se fosse a vida dela, que usa esmalte vermelho, preto e café, que não exagera na maquiagem, mas que te deixa pirando com aquelas bochechas cheia de blush, gosto de mulher que senta com as pernas cruzadas, mulher delicada, mulher que se ama, gosto de mulher birrenta, marrenta, ciumenta, que fica brava com as brincadeiras, mas que sabe brincar também, aquela que faz de conta que entende tudo de futebol mas que ta o tempo todo te fazendo perguntas, aquela que critica o time adversário sem se quer saber o que o seu próprio time ganhou. Me encanto com mulheres convictas, que flertam com "classe" diga-se de passagem, que trazem nos traços um sarcasmo inigualável, teimosas, cheias de si, gosto de mulheres de todas as idades, de todas as cores, atrevidas, vividas, tímidas, brincalhonas, sérias, carente, independente, medrosa, corajosa..
Meu brother, eu gosto de Mulher.....

Uma paixão realmente eterna.

Fui uma boa criança, brinquei, chorei, sorri, cai, me ralei, briguei, escondi meus brinquedos, tomei banho de chuva, joguei super nintendo e achei o game mais fantástico do mundo, troquei tazos e figurinhas, estourei minha bola, machuquei os pés por estar jogando futebol descalça na rua, andei de skate, tive medo de papai noel e de palhaços, chorava quando meus amigos tinham que ir para casa, fugia quando escutava minha vó gritando "olha o chinelo", comprava 1 real em bala, paçoca, suspiro, chicle, tomava tubaína, odiava ficar dentro de casa, brincava de carrinho e riscava as bonecas que ganhava, tinha mais de 200 bolinhas de gude, tinha todos os jogadores da seleção brasileira (promoção da coca-cola), tenho até hoje vários geloucos da coca-cola, chorei escondida por ter quebrado a janela com o taco de bets, e chorei também quando esqueci de alimentar meu tamagotchi e ele morreu. Tinha medo de homens barbudos, não conversava com estranhos, acreditava profundamente em tudo que minha vó falava, dava boa noite para o Willian Bonner e corria para o quarto com a propaganda da "Linha Direta" e assim eu fui. Uma criança normal, certo? Errado. Eu sou CORINTIANA!
Tenho outra religião, outra nação, outro mundo, outro amor, outra vida.. Eu sou parte de uma nação de 30 Milhões de Loucos..
"Não sou Corinthians até a morte, mas sim, até depois da Morte."

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Tanto tempo depois.
Sei que demoro pra vir aqui meu querido amigo, mas é que se eu for contar todos os dias o que penso, temo que canse de mim. Guardei várias coisas para lhe contar, algumas alegres, outras nem tanto. São certas pessoas que surgiram, fizeram diferença, aprendi coisas lindas e aprendi que nem todas as pessoas estão aptas a bondades, romances, cordialidade, respeito, enfim.
Vamos começar?
É quando estou aqui me sinto em um lindo e confortável divã, rsrs.
Posso começar meu querido contando-lhe de uma noite que sai para caminhar por alguns minutinhos, sozinha, carregava comigo, lágrimas no rosto, desânimo e cansaço. Pensei em me sentar para pensar no que eu venho fazendo ou no que venho deixando de fazer, mas não firmei. Continuei caminhando.
Comecei a ficar atenta a tudo. As estrelas, a lua, as pessoas, casas, cães e gatos.. E meu caro amigo, as lágrimas que corriam dos meus olhos cessaram, o desânimo virou pó e sumiu, se foi com uma brisa, e o cansaço.. Cansaço? Desconheço! haha.
Sim, verdade, às vezes me sinto tão viva, que o exagero de estar é tanto que certas vezes se quer me sinto!
Como havia falado das pessoas...
Incríveis e hipócritas.
Vi pessoas que bastou uma palavra e me encheram os olhos de encanto.
Vi pessoas que em silêncio, permitiram que as deixasse assim, eu sabia que não teria qualquer sentido qualquer citação desta.
Complicado. Dura realidade.
Se estou apaixonada? hahaha
Eu sabia que você perguntaria isso.
Se paixão é realmente o que tanto descrevo: Frio na barriga, mãos suando, saudade incontrolável, olhar fotos o tempo todo, ouvir músicas e só conseguir ver uma única face, com o vento sentir sempre o mesmo perfume, deitar para dormir e mais rolar na cama do que dormir, por sentir falta daquele abraço, sentir prazer por lembrar de um beijo, fechar os olhos e ver a pessoa sorrindo...Se isso é paixão, estou sim, completamente apaixonada.
Se estou feliz com isso?
Claro que estou.
Se sofro com isso?
Poupe-me né. Não existe sofrimento quando é de verdade, existe saudade.
Sei que talvez demore ou talvez nem aconteça, mas que eu estou me curtindo assim, aaah eu estou mesmo.
Vamos parar por aqui, estou sorrindo demais.

Que exista amor em todo canto
Que exista milhões de sorrisos
Que exista magia e encanto
Que exista amigos de verdade
Paz interior, harmonia, respeito e dignidade.


E lembre-se, é bom sorrir,  "mas rir de tudo é desespero."

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Desmoronei

Pensei, pensei mais uma vez e ai?
Como seria bom apontar para quem realmente merece teu amor, teu afeto, teu carinho, tua atenção...e dizer: É você que escolhi para amar todos os dias da minha vida.
Já pensou?
Eu estaria apontando para alguém hoje, tenha certeza disso e esse alguém me abraçaria e diria que me ama também.
Mas ai esta claro o quão somos impotentes, não podemos nem decidir quem queremos amar.
Depois de certas coisas aprendi, que respiramos paixão durante nossa vida toda, mas é o amor que nos faz entender a importância de cada segundo de respiração, de cada pulsar das nossas veias..
é o Amor...
Tão lindo e tão temido...
Tão vasto e inibido.
é o Amor...
Que nos faz crescer ou voltar a ser criança,
só depende do momento que você começa entender que esta amando.


Se chorar lava a alma, confesso, a minha esta muito mais que limpa. rsrs

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Uma palinha do meu tão sonhado livro, isso não é nem o começo!

Corpos fumegantes - Além da atração





A caminho do colégio com uma calça escura, camisa xadrez, tênis sujos e desamarrados, cabelo bagunçado, mochila pendurada por apenas uma alça, fones de ouvindo sempre ouvindo um som pesado, mas de ótimo gosto, ela era completamente fora do comum e era assim que Cadie começava seus dias.

Adolescente que vivia com os pais em um bairro de classe média alta em uma cidade do interior, Cadie era uma garota aparentemente solitária, misteriosa e muito problemática. Era calada e não tinha direções exatas, vivia da forma que sentia vontade, fazia o que queria sem pensar nas conseqüências, mas apesar de tudo isso era a menina mais linda que Janne havia visto.

Janne era uma outra adolescente que vivia ali, no mesmo bairro de Cadie, estudavam no mesmo colégio, tinha lá seus mistérios e seus problemas, morava sozinha e pensava mais em seu futuro, tinha planos, objetivos e consciência do que fazia e do que queria.

Aparentemente a diferença entre as duas era gritante. Janne não usava as roupas que Cadie sempre usava, ela era mais delicada, tinha toques mais femininos e gostava de coisas coloridas porém, sofisticadas. Era dona de um charme indiscutível, o que fazia dela a menina mais linda e desejável do colégio.

Cadie pouco sabia de Janne, tão pouco seu nome. Não estudava e raramente estava acordada durante as aulas, as duas estudavam na mesma sala e nunca haviam trocado muitas palavras, se Cadie estava na sala, estava dormindo se não estava na sala, estava nos bares com seus amigos e assim era a forma que ela levava sua vida.

Quando chegava em casa se trancava em seu quarto, novamente colocava seus fones, deitava em sua cama e por ali ficava ouvindo suas músicas, sem fazer absolutamente mais nada, raramente saia de lá, não gostava do clima que era sua família, sua irmã era mais velha porém, nem colegial havia terminado. A vida dela era ficar trancada em seu quarto também, mas sempre com homens diferentes. Seus pais passavam noite e dia bebendo, fumando e discutindo seus problemas, desgraçando as filhas e arruinando cada dia mais a vida de Cadie. Seus pais haviam herdado muito dinheiro de seus avós, por isso não trabalhavam e viviam apenas da herança.

Cadie não tinha ex namorados, não sabia o que era paixão, amor, carinho, tinha 17 anos e só havia beijado dois garotos aos 15 anos. Passou assim dias e dias sem notar que Janne a admirava todos os dias, quando passava na rua, quando entrava na sala de aula, na saída do colégio e principalmente, não imaginava que quando não estava na sala, para Janne, a aula já não tinha tanta graça.

Cadie começou a não frequentar mais o colégio, todos os dias saia de casa e ia beber nos bares com seus amigos, passava o dia na rua, quando não eram noites e noites sem se quer entrar em casa.

Nos primeiros dias, Janne ficou aflita com a ausência de Cadie, mas ficou quieta, preferiu não fazer nada. Passaram mais alguns dias, semanas e ai sim Janne não suportou e foi procurar por Cadie.

Todos os dias ficava em frente ao portão de sua casa olhando pela janela procurando aquelas camisas largadas, aquele cabelo bagunçado e aquela irresponsabilidade em carne e osso. Demorou mas o dia chegou. Quando já estava desistindo, o portão da casa de Cadie se abriu e a menina apareceu com os cabelos piores do que o normal, com a mesma roupa, com uma cara de quem não dormia a dias, ao ver Janne, passou a mão nos olhos, tirou seus fones, e disse:

- Bom dia. Posso ajudar?

As pernas de Janne tremiam, ela não conseguia parar de olhar para Cadie, suas mãos suavam e parecia que ela não conseguiria falar, até que muito nervosa disse:

- Bom dia. Me chamo Janne e você?

- Me chamo Cadie e estou atrasada.

Virou as costas para Janne, andou um pouco virou e gritou para a menina:

- Bom te ver... Janne...

E seguiu seu rumo rindo sozinha da situação e sem entender nada.

Janne correu para alcançá-la e quando alcançou pediu se podia acompanhá-la. Cadie tinha seus problemas, mas nesse momento ela não soube como não ser gentil com a menina, concordou com a companhia e levou-a para o bar com ela.

Sentaram-se em uma mesa e ali conversaram durante horas e horas. Cadie contou porque não freqüentava o colégio, falou de alguns gostos e poucos medos que sentia e ouviu a menina na mesma proporção.

As horas passaram e chegou o momento de voltar para casa. Despediram-se e assim foi.

Ao chegar em, casa Cadie já estava se sentindo diferente, pensava na menina incansavelmente, lembrava de seu perfume, do seu sorriso, estava encantada com tanto charme e delicadeza, e ficava lá viajando nas lembranças de Janne.

Acordou no outro dia e saiu correndo para o bar, sentou-se e ficou esperando Janne passar, mas ela não passou. Inconformada, foi procurar a menina. Chegou em sua casa bateu palmas e Janne apareceu na janela com um sorriso estampado no rosto convidou-a para entrar.

Sentaram-se no sofá e começaram a conversar:

Cadie: Então Janne, onde estão seus pais? E o que aconteceu que você não esta no colégio?

Janne: Moro sozinha. Meus pais foram embora, nós brigávamos muito eu não tinha liberdade pra fazer minhas escolhas e era muito difícil o convívio com quem não me aceitava, essa casa era de minha avó e então acabou ficando pra mim. Eu tinha economias e um bom emprego, agora larguei o emprego e estou levando como posso. E hoje não fui ao colégio, porque é sábado.

Um momento de muitas gargalhadas Cadie ficou constrangida e continuo:

Cadie: Bem, esta certo (risos) é isso que acontece com quem não frequenta o colégio. Eu já não tenho mais noção de tempo, hora, espaço.

E parece que temos coisas em comum, problemas de família são sinistros.

Janne vem trazendo uma cerveja, entrega para Cadie, senta-se do lado dela e continua:

Janne: Vamos falar de coisas legais, que possam nos animar e descontrair. Já notei que você gosta de música, vou ligar o som.

Cadie não agüentava mais a curiosidade e pergunta porque a menina havia a procurado. Janne ficou constrangida, não sabia o que responder e nem tinha saída, qualquer mentira seria facilmente notada e ela resolve abrir o jogo:

- Janne: Adoro seu jeito, fico trêmula quando te vejo, minhas mãos ficam suando quando estou perto de ti, me arrepio toda quando ouço sua voz, penso em você antes de dormir, sonho com você e em momento algum tento não pensar e mesmo se tentasse, tenho certeza que eu não conseguiria.

Cadie larga sua cerveja sobre um móvel antigo, aproxima-se de Janne, toca seu rosto com as mãos e observa cada detalhe do seu rosto perfeito. Sente que o tempo para, e então deixa suas mãos deslizarem pelos cabelos da menina mais linda que já vira e ao sentir as mãos de Janne tocando seus ombros e lentamente envolvendo seu pescoço, não consegue evitar e fecha os olhos.

Nesse momento o telefone toca, Janne solta Cadie lentamente e vai atender. Cadie sem se despedir, pega sua mochila e volta para casa. No caminho vai pensando sobre o que aconteceu e se arrepende por ter saído da casa de Janne daquela forma.

Janne ao desligar o telefone, ficou sorrindo sozinha pensando na menina. Ela não sabia mais o que estava sentindo, mas sabia que a cada segundo era mais intenso do que nunca.

No dia seguinte, ao acordar Cadie olha pela janela e vê aquela manhã chuvosa. Não foi de seu agrado, a menina não suportava chuva. Sentou-se em um balcão que ficava ao lado da janela de seu quarto, acendeu um cigarro e ficou ali pensando e olhando a chuva cair.

De repente uma surpresa. Nota que no outro lado da rua Janne a observava sorrindo, balançou a cabeça também sorrindo, soltou seu cigarro e desceu as escadas correndo. Atravessou a rua na chuva sem se importar, abraçou Janne e disse:

- Pensei que hoje meu dia seria chato.

Alegres feito crianças, tomam o rumo da casa de Janne e no caminho, Janne conta de um sonho de criança que tinha, de andar na chuva, cantando, de mãos dadas, girando nos postes como naqueles velhos filmes..

Cadie se encanta a cada segundo mais e mais pela menina, depois de ouvir isso, segura na mão de Janne, começa a cantarolar uma música de uma das bandas mais calmas que ouvia, Janne a acompanha, aperta sua mão e larga seu guarda chuva, as duas seguem cantando no meio da rua, quando Cadie vê um poste, corre até ele, começa girar e Janne para e fica olhando para Cadie, encantada não contém sua vontade, corre até ela a abraça e nesse instante, novamente aquele silêncio...

Cadie passou a mão no rosto, tirando os cabelos que estavam sobre seus olhos, abraçou Janne também e declarou:

- Não sei exatamente o que sinto quando eu estou com você, mas eu sei que quando não estou eu não vejo a hora de estar novamente pra sentir isso tudo. Minhas mãos ficam suando, minha boca fica trêmula, meus pés parecem sair do chão, e eu me sinto como nunca pensei sentir.

Sem pensar duas vezes Janne beija a menina. Aquele beijo na chuva, foi a coisa mais perfeita que Janne e Cadie já haviam feito.

Cadie parou de beijá-la , a pegou pela mão e começou puxá-la pra que fossem para casa, Janne a acompanhou e não via a hora de chegar.

Chegando Janne diz que precisava tomar um banho quente, e pediu se Cadie gostaria que ela preparasse um banho para ela também, Cadie não a deixou terminar de falar e voltou a beijá-la. Na empolgação do primeiro beijo, molhadas, completamente fora dos sintomas normais, começaram lentamente tirar a roupa, deitaram-se no sofá e nem perceberam que o tempo estava passando.

Escureceu e Janne convidou Cadie para dormir por ali mesmo. E ela aceitou.

Durante toda a noite Cadie não pregou os olhos, abraçava Janne com muita força e muito carinho, ficava a admirando dormir, beijava seu rosto, acariciava seu corpo, e sentia-se a pessoa mais feliz do mundo inteiro.

Pela manhã, Cadie acordou cedinho para preparar o café. Foi até a cozinha e lembrou que não sabia fazer nada além de esquentar a água. Ficou triste pois queria fazer algo legal e diferente para Janne, afinal ela estava sendo a coisa mais legal e diferente em sua vida.

Enquanto pensava no que poderia fazer, Janne acorda, ainda com roupas de dormir, encostada na porta da cozinha, fica olhando para Cadie, não se contém e acaba perguntando:

- Posso ajudá-la Cadie?

Assim como ouvira de Cadie na primeira conversa.

Cadie sorriu, virou-se e puxando seu próprio cabelo como de costume, disse:

- Bom dia Janne. Preciso saber como faço um bom café!? (Risos)

Janne continuou sorrindo e caminhou em direção a pia, pegou a cafeteira, xícaras, virou para Cadie e respondeu:

- Bom dia Cadie... Café é como uma boa noite de amor, precisa ser quente, nem tão amargo, mas também não tão doce, as vezes com algum detalhe, as vezes apenas o café, depende do dia, do momento e das pessoas. – E seguiu preparando o café.

Cadie estava a cada segundo mais impressionada com a menina, respeitou o momento de silêncio mas o rompeu quando puxou Janne pelo braço derrubou as xícaras e sem se importar com a bagunça começou beijá-la mais um vez. Janne não podia se conter quando o assunto era Cadie, ela a encantava, a fazia delirar e ela já não pensava mais nas conseqüências que esse envolvimento poderia trazer futuramente.

Mais uma vez elas se beijaram durante muito tempo, esqueceram que estavam preparando o café, foram deitar-se novamente e ao se deitarem Janne conta para a menina que a tempos a observava em todos os lugares e não imaginava que tudo isso pudesse acontecer da forma que estava acontecendo. Cadie fica olhando para o teto esperando que a menina terminasse de falar pois também tinha coisas a dizer.

Depois de Janne terminou, Cadie se virou na cama, olhou para Jannie e disse que ela jamais havia imaginado sentir algo assim, muito menos por uma menina, afirmou que para ela a vida era sem graça e ela não acreditava em sentimentos como os que tomavam conta dela no momento.

As duas seguiram o dia conversando, contando milhares e milhares de segredos e a sintonia estava perceptivelmente perfeita.

Quando estava escurecendo Cadie levantou-se, despediu-se, desejou a Janne uma boa noite e foi saindo, com o coração na mão e com a vontade guardada lá dentro da casa.

Janne fica observando ela pela janela e fica triste por pensar que talvez no outro dia não a encontraria. Cadie vai seguindo seu caminho e quando chega em casa, a saudade era tanta, a vontade de ficar olhando aquele rosto perfeito e delicado era tão grande que Cadie não suportou, pegou algumas roupas e saiu correndo de casa para encontrá-la novamente.

Chegando lá, as luzes estavam todas apagadas e estava pensando em não incomodar, desistiu, e estava voltando para casa, quando escuta risos e a voz de Janne dizendo:

- Eu sabia que você iria voltar.

A menina para de imediato no meio da rua, sorrindo, baixa a cabeça e ainda de costas grita:

- Se não quiser, posso voltar..
Quando sente aquele perfume a envolvendo aos poucos e a voz tão doce dizendo:

- Já devia ter entrado.

De mãos dadas vão entrando, sorrindo, mas sem trocar mais palavras.

Ao entrar Cadie nota que Janne ouvia músicas clássicas, essas rodavam em uma vitrola muito antiga, mais uma vez se surpreende com a menina que havia a encantado tanto e sem falar absolutamente nada se senta vagarosamente no sofá olhando para Janne e sem mais dizeres permite a sua menina perceba seu desejo.

Sem pensar duas vezes, Janne senta-se no colo de Cadie, e ai mais uma vez toda aquela magia dos encontros se faz presente. Imaginar tudo isso é maravilhoso, como podemos imaginar o tamanho da felicidade que com certeza habitava em ambas?

Difícil tentar explicar o que estava acontecendo... Amor, afeto, apenas atração, paixão. Se for difícil cada sentimento por si só, faremos uma junção deles. O amor que estava ausente no resto do mundo individual de cada uma, fazia-se presente quando se uniam. Afeto era algo que não faltava em nenhum segundo se quer, todos os segundos notava-se um carinho, mãos acariciando-se, então ausente não era. Atração notava-se a quilômetros, elas não podiam mais se quer trocar olhares que seus corpos fumegavam, e ao beijar-se a paixão cantava seus hinos. Fazendo com que o tempo fosse ignorado e que o mundo todo parasse só para elas.

Olhos.

E no horizonte observa-se...
Como se fosse uma vela sob um vendaval
A todo o instante um aspecto, De que se esta no fim… E ao mesmo tempo, que esta se fortalecendo. É engraçado, porque nossos olhos nos mostram uma coisa e a realidade é outra, totalmente oposta. Quem sabe aquilo não era uma vela, quem sabe...
As coisas podem não ter sentidos sob nossos olhos... Mas elas com certeza terão um sentido para nossa alma.

Siga!

Já ouviu aquele verso, maravilhosamente dito por Renato Russo que afirma: "...a vida continua e se entregar é uma bobagem.." ?

Pois bem, dizendo tanta coisa em apenas uma frase. Tanta gente fala muito, acha estar dizendo tudo mas, no fundo se tivessem calado, teriam dito muito mais. Acho engraçado o ser humano, a pessoa, ao ver que alguém esta sorrindo, ridiculariza o sorriso alheio dizendo ser pura falsidade, dizendo não suportar isso...Será falsidade ou a enorme dificuldade de ver que existem pessoas felizes? Sabe, tem aquele outro tipo de gente, que mergulha em palavras de baixo calão e acha estar sendo fantásticamente superior. Essa é a hora que eu dou risada. Sim, quanto mais ofensas direcionam a mim, mais acho comico o fato de perderem tempo com isso, afinal é muito amor? Quer muito algo meu? Tem medo que eu tire algo seu? Seria muito comico, se todos entendessem que isso já não leva a mais nada. Raiva? Eu já senti. Sou humana, já senti raiva, ódio, solidão, medo, vergonha. Hoje, eu sinto imensidão na solidão, sinto raiva de não ter sido mais paciente, ódio de quem já me fez ser reciproca a isso, medo de não ter medo, vergonha de tentar fingir e não conseguir. Em frente, a vida é muito mais que um mero passado. Ah, claro...a indispensável pergunta né?! Se eu já me apaixonei? Com certeze, hoje, não corro muito atrás disso. Afinal, paixão é bom ou ruim? Tenho dúvidas sim, porque todas as vezes ao invés de sorrir, chorei.



Boa sorte a quem acha ser um décimo melhor que eu. Sonhar não paga imposto, não custa nada. Certo?

Hoje eu aprendi. E você? Vai aprender?

Você já pensou na magia é sentir os pés descalços na terra, na grama, na pedra? Já pensou na magia maravilhosa que é poder ver o sol nascer?

Aposto que poucas pessoas pensam ou notam isso ! É complicado, dificilmente um coração esta cheio de boas intenções, de magia, de alegria. Da pra se contar nos dedos as pessoas acordam sorrindo, vão até o quintal e acreditam em um belo dia. Da pra se contar nos dedos as pessoas que admiram a chuva, uma flor, a lua, as estrelas...Que ouvem atenciosamente a melodia dos pássaros, que dizem 'Bom dia' a quem encontram no caminho para o trabalho ou para seus compromissos diários. Eu penso que nascemos sem saber o que é bom ou ruim, e a vida nos coloca em prova pra aprendermos isso, alguns aprendem bem, escolhem bem e vivem muito bem..Outros, não tem a mesma felicidade, são amargos, rancorosos e de coração fechado. Então saia de si por um dia..É.. Mude, faça tudo que você tem vontade, fique de bem com você mesmo e ai depois, volte a pensar que a vida é uma droga e me responda, o que valeu mais a pena? Ser feliz de verdade, se permitir, tomar uma dose de vida ou continuar reclamando e chorando pelos cantos desgraçando todo e qualquer acontecimento que tenha se passado?



Se a vida é curta e o que é bom dura pouco, aproveite...o curto e o pouco, logo se vão, e tudo que vai, deixa uma imensa saudade e se deixou saudade é porque valia a pena então, porque não aproveitou até o último segundo? Não da mais tempo pra se lamentar, nem há vias pra voltar atrás....

Anjos sem Asas!

Deu atenção no título?

Não? Então leia outra vez pois é assim que chamo meus amigos, meus anjos sem asas. A muito descobri que existiam pessoas que estavam aqui para nos ajudar. Sim. Para dar a mão quando sentimos medo, o ombro quando queremos chorar, o abraço para nos dar força, o beijo no rosto para mostrar que há muito carinho, aquele olhar de longe que levemente penetra dentro de nós dizendo em silêncio: 'Estou te entendendo' e sempre acabamos sorrindo, por sentirmos que nada é mais puro do que aquele olhar tentando tirar de nós, não apenas um sorriso tímido e sim gargalhadas! Amigos...ah, meus amigos..Quantas vezes já ligamos de madrugada chorando, sem saber pra onde correr e quando ele(a) diz 'oi, tudo bem?' parece que a tempestade já esta passando e ai o choro vai parando, o coração não bate tão acelerado e as mãos trêmulas, voltam a ter firmeza. É incrível, é fantástico é simplesmente indescritível o que o amor de amigo pode fazer nas horas mais difíceis. E aquele teu amigo que te aturou depois de você ter bebido todas e passou a noite inteira falando a mesma coisa..Ele podia ter te colocado pra dormir e ter continuado a festa, mas não ... ele foi teu amigo e as mil vezes que você disse "Eu gosto dele(a)" ele disse: "Eu sei.." não por ele não saber o que falar e sim, por saber que ele não tinha mais que falar, não naquela hora, ele sabia perfeitamente que era só o momento de embriagues..Eu diria que a ausência, de todos os amores de uma vida, pode ser facilmente substituida por um único BOM E VELHO AMIGO. Afinal, as lágrimas que teus amores te fizeram derramar, foi esse amigo que passou a mão e jogou todas elas pra longe de você.
Bem pensado quando gostamos somos super egoístas..na verdade nosso ego é egoísta..mas somos seres humanos e esse é o nosso instinto.
Assim como nossos ancestrais defendiam o que tinha de unhas e dentes, pela sobrevivência a diferença que era pelo amor próprio, pela vida..hoje em dia POSSUIMOS as pessoas, por isso agimos assim, como bichos muitas vezes, furiosos, inconsequentes..mas no fundo, tudo que fazemos é pensando de fato..no nosso amor próprio, porque se alguém o ferir, machuca e essa dor não cura mais. Medo de perder? Talvez. O medo maior é de não saber como encarar a dor..

Diferença indiferente.

Canto rock e não sou nada popular, gosto de tempo nublado, madrugada e solidão. Fotos em preto e branco são mais atraentes, não suporto certas modinhas, gosto de quem é sincero, quem ama demais, na minha opinião, não ama ninguém..E assim eu continuo. Sou exemplar, pelo menos pra mim. Tenho teorias e sinceramente, posso ouvir diversos conselhos, mas fico com os meus. Alma gêmea, metade, amor pra vida inteira, se traduzem em apenas uma palavra: Utopia. É simples demais falar e jurar, o difícil e saber que você quer acreditar em algo que não existe, fala, poque acredita que a palavra tem poder, mas no fundo entende que o poder da palavra não torna o impossível em improvável, quanto menos possível. Interessante. Me questione.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Do fundo do Baú!

O sofrimento devia ser opcional, pois só assim notaríamos os corajosos
Devíamos odiar um pouco mais, e amar um pouco menos!
Coloco assim, pois um exemplo de puro ódio e inteligência fresca, dominou milhares de pessoas, obrigou-as a fazerem as coisas para protegerem o que de fato nem se quer as pertenciam, hipnotizou-as em tantos momentos com palavras rudes, e ditou, ditou regras, táticas e estratégias que apesar dos pesares o fez um grande Homem, e mesmo contra tantas pessoas eu digo sim, que Adolf Hitler é um ícone na história mundial. E se esse ícone era conhecido como o ódio em carne osso, queria eu possuir 10% desse ódio pra poder dominar as coisas que desejo e possuir tudo que me satisfaz.
No ódio existem verdades. No amor, muita ilusão.
No ódio a verdade não dói. No amor, a mentira conforta.
Será o ódio tão ruim? Ou será que nos cegamos com tanta ilusão e isso nos torna vulneráveis o suficiente pra dizer que o amor é tudo que precisamos?


Fico a pensar...
Se puder, se quiser, acompanhe!



Escrito em: 08/08/08

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Meu amor veja o horizonte ele esta olhando pra nós. Veja meu amor, até o sol quis ver de onde vem tanta luz, tanto calor, e os poetas querem saber como escreve-se uma história como a nossa. Veja meu amor, todos olham pra nós com os olhos brilhando será tão alegre nos ver juntas? Ou será que isso é reflexo de algo que só nós podemos transmitir?
Meu amor sinta, a brisa, o vento, a chuva como você nunca sentiu antes, olhe pra mim e entenda, isso tudo parece um sonho pra mim, mas se for um sonho juro que não quero nunca mais acordar.
Meu amor olhe pra mim, retribua, pois eu só sei olhar pra você.

sábado, 26 de junho de 2010

Indiscutívelmente, amor

Fred e Cecília

Começando um novo dia, Fred vai até a estação de trem, senta no seu banco favorito, e espera por Cecília, como de costume. Ele esta lendo uma velha história que falava sobre guerra, sobre homens do bem e homens do mal, ele era extremamente fissurado por histórias como aquela, com finais surpreendentes!

Cecília, não era muito a favor de Fred ler aquele tipo de histórias, mas não reclama, apenas se sentava ao lado do menino e ficava olhando as pessoas que passavam por ali.

Era sete horas da manhã, inverno, e Cecília não havia chegado ainda, Fred estranhou, pois a menina sempre estava ali a essa hora, mas pensou que ela podia ter acordado mais tarde do que de costume e não se preocupou. Oito horas da manhã e Cecília, ainda não havia aparecido por ali. Então Fred resolveu procurá-la.

Chegando perto da casa de Cecília, notou no ar muita poeira, os portões da casa da menina estavam completamente abertos, as janelas estavam todas quebradas e a casa estava completamente bagunçada.

O menino se assustou, não sabia o que fazer. Acabou entrando em pânico. Correu para casa contar pra sua mãe. Chegando perto de sua casa, nota que há um movimento estranho por ali também, fica mais assustado ainda, chorando e gritando para sua mãe Fred entra em casa correndo, mal consegue falar.

Sua mãe lhe pergunta mil coisas, e o menino só consegue chorar, a mãe acha estranho e o acompanha até a casa de Cecília, mas quando já estavam lá um vizinho grita:

“ Uns homens entraram e levaram Cecília e sua família, eram estranhos e não diziam absolutamente nada, saíram não tem muito tempo, mas não pareciam ser nada simpáticos.”

A mãe abraçou o menino e o levou pra casa. Noites e noites ele não dormia, nem se quer lia o seus livros, e só sabia pensar em Cecília. Amigos desde muito pequenos, ele não imaginava suas manhãs sem a sua fiel companheira para ouvir suas histórias, para ajudá-lo nos deveres.

Fora os piores dias na vida do menino.

O tempo foi passando e Fred foi aceitando de uma certa forma tudo que estava acontecendo. E assim guardou tudo que o lembrava da menina.

Nos seus sonhos ele sempre lembrava, de quando Cecília dizia que seria uma médica e que ajudaria todas as pessoas necessitadas, ele lembrava dos planos que fizeram juntos, e das promessas que ele fez a sua melhor amiga. Uma delas, era de que jamais esqueceria Cecília, e sempre que possível compraria rosas para desejar felicidade, saúde e sucesso, e que quando não pudesse ele estaria olhando pra estrela mais brilhante do céu e desejando estar ao lado dela.

Toda vez que Fred abraçava a, a menina ficava toda vermelha, e ele costumava dizer “Ceci, suas bochechas estão vermelhas como um morango, mas permanecem bela como as estrelas”.

Eles eram assim, exatamente assim, unha e carne, jamais abrira mão um do outro, Fred sempre com suas roupas escuras, sapatos marrom, meias pretas, calças com suspensórios, camisa xadrez e um chapeuzinho como se vêem naqueles velhos filmes franceses, e Ceci sempre uma daminha perfeita, vestidos rodados, geralmente brancos, uma flor no cabelo, e um penteado intacto.

O tempo passou Fred já estava entrando na Universidade e continuava sem notícias de sua amiga. Mas um certo dia surpreendeu-se com algo que havia escutado. Ouviu dizer que uma moça muito bela, exatamente no perfil de Ceci estava se casando com um médico. Fred ficou espantado e precisava saber se enfim iria rever a moça.

Correu atrás, foi as rádios, bancas de jornais, procurou pela cidade toda e continuava sem saber, e por fim descobriu, uma coincidência e nada mais.

Mas ele ainda não havia desistido, estava crente de que ela iria voltar e eles iriam poder conversar muito e realizar os sonhos, iriam poder concretizar seus planos, pensamentos e tudo mais.

Quando estava no seu segundo ano na universidade teve a oportunidade de sair mundo a fora, conhecer países novos, pessoas novas, lugares fascinantes, e não abriu mão disso. E ai a prova de que o mundo é pequeno e que destino existe.

Fred estava estudando Medicina o sonho de Cecília. Chegando em Portugal ele lembrou de uma passagem lá, na estação quando Ceci disse: “Sabe Fred assim que eu puder vou embora, quero morar em Portugal”. Ele sorriu sozinho.

Quando estava chegando perto de um prédio maravilhoso, cheio de luxos notou uma moça sentada em um banco, com um livro em mãos, era um livro que ele já havia lido , era a história de um soldado que deixou sua amada pra salvar o seu país e deixou uma carta pra ela, onde em um certo momento dizia: “Tu sempre serás meu fortalecimento, e por ti , se necessário irei mil vezes ao inferno. Mas por ter uma pureza inigualável sei que ao teu lado só terei o paraíso da eternidade.” Ele murmurou baixinho enquanto se aproximava, e lembrou que Ceci sempre o pediu pra dizer isso.

Quando disse bom dia a moça, uma surpresa o deixou quase que imóvel, suas mãos tremiam, de seus olhos corriam lágrimas de alegria, sua voz mal saia mas ele ainda conseguia dizer: “CECI É VOCÊ”. A moça não tinha o notado até então, e Fred citou a frase do livro, ela não conteve suas lágrimas levantou rapidamente o abraçou com muita força e disse: “Eu sabia que teríamos o nosso reencontro”.

Saíram para caminhar e conversar, Fred perguntou sobre o acontecido e Cecília não falava nada sobre aquilo, apenas demonstrava receio e procurava mudar de assunto, ele contou que estava cursando Medicina e a moça estava tão feliz como se a conquista tivesse sido dela, a cumplicidade dos dois era maravilhosa, o respeito, o carinho, tudo era tão perfeito que parecei que nenhum deles notava, que eles tinham sido feitos um pro outro e que nada nem ninguém iria mudar isso.

Cecília o convidou pra morar em Portugal, Fred aceitou, eles passaram mais um longo tempo conversando, era tão inocente que as vezes era de se duvidar da amizade.

Até que em um belo dia, enquanto Fred consertava coisas para a mãe de Cecília a moça tropeçou e sem querer tocou os lábios do rapaz. Fred, estremeceu da cabeça aos pés, e por um instante sentiu que absolutamente tudo havia sumido e o tempo estava parado, ele olhava pra ela como nunca havia olhado, e sentia o que nunca havia sentido.

Continua-se da forma mais pura, com o amor mais implacável o mais simples conto de fadas que pode ser escrito até então...